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Luís Marinho a Verdade Luis Marinho Construção Civil Unipessoal Lda

06. "EL PLADUR"

EL PLADUR Luis Marinho A Verdade

Dei um toque espanholado ao título porque a denominação pladur vem do nome da empresa espanhola que foi a primeira empresa a produzir e comercializar este material.

Para vos situar, o Vem-Vai lá se foi e deixou as paredes cobertas com pladur num estado lastimável. Entrou o Martelo (o pintor) para corrigir os problemas não de pintura, mas sim da má aplicação do pladur. Creio que deve ser muito bom ter pessoas multifacetadas numa empresa, mas raramente resulta. Os dias foram passando e o Martelo foi dando assoalha a assolhada como pronta. Num fim de semana achei por bem verificar a qualidade do trabalho do Martelo. Para meu espanto a qualidade era superior à do Vem-Vai, mas não era a qualidade que fosse concebível aceitar. Assim com um lápis marquei as imperfeições que encontrei (fotos abaixo). Na segunda-feira seguinte quando cheguei à obra deparei-me com uma ambiente pesado, rostos fechados. Para me receber tinha o Luís Marinho. De imediato apercebi que o Martelo estava chateado com as marcas que fiz na parede. Na ideia dele eu não poderia dizer que o trabalho dele não estava bom. Ultrapassamos a birra do Martelo e volta-se ao trabalho. O ritmo de trabalho do Martelo baixa por que doi o ombro e o pulso, o patrão paga pouco e sei lá eu mais o quê, mas os cigarros dentro da minha casa fumam-se e deixa-se beatas no chão. Lá tive que ligar ao Luís Marinho e alertar que o cinzeiro da casa não era no chão como o funcionário dele o teimava fazer.

As beatas foram lá limpas com muita pouca vontade. Acreditei que esta história das beatas estivesse ultrapassada mas, no dia seguinte quando chego à obra pelas 14:10 ainda o Martelo a dormir a sesta num dos quartos à escura e claro com duas beatas no chão a seu lado. Já não basta ter tido a ousadia de fumar dentro de casa sem pedir autorização. Exigi a presença do Luis Marinho para explicar o sucedido. Relembro que por debaixo do fraco revestimento de trabalho estava um chão novo e acabado de aplicar. Dessa vez não deu para ligar primeiro ao Luis Marinho, fui eu mesmo que lhe chamei à atenção. Disse-me que se iria embora de imediato. Eu respondi “Vais sim, porque sou eu que te coloco na rua!” E o Martelo foi fazer companhia ao Vem-Vai. É importante fazer uma reflexão, quem paga não precisa de exigir muito, mas o trabalho bem feito de uma vez apenas e o respeito que é devido. Empresas que tem trabalhadores e administradores ou gerentes com esta forma de agir ou mudam radicalmente a forma de trabalhar não duram muito tempo no mercado.

Cada palavra que encontra neste espaço é tecida a partir de experiências genuínas e momentos vividos na primeira pessoa. Aqui, a autenticidade é a minha bússola, guiando-me para narrativas reais e verdadeiras.
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