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Luís Marinho a Verdade Luis Marinho Construção Civil Unipessoal Lda

04. O VEM-VAI

O VEM VAI Luis Marinho A Verdade

Agora vamos falar do Vem-Vai. O Vem-Vai apareceu a trabalhar na obra para substituir o Petuco. Relembro que o Petuco estava magoado em Évora a assentar tijolinhos. O Luís Marinho avisou-me logo que eu ficaria a ganhar. O Petuco é pedreiro de 3ª e o Vem-Vai é um pedreiro de 1ª. Já é velho o ditado “quem dirá bem da noiva senão a mãe que a quer ver casada” fica-se logo com o pé atrás. Tinha acabado de levar uma mentira sem necessidade e esta poderia ser já a segunda. E a bem dizer não falhei na totalidade. A obra encontra-se agora na fase do barramento do pladur. Por lá andam o Moscardo (apenas nos primeiros dias), o Vem-Vai com um servente. É nesta fase que a obra entra num ritmo alucinante e começo a conceber na minha mente que dos 5 ou 6 meses previstos inicialmente, a obra acabaria 5 ou seis meses mais tarde. Então o Vem-Vai passa de pedreiro a barrador de pladur depois passa pintor. Uau… por isso é que é um pedreiro de 1ª. Fui informado que era ele que iria pintar a casa. Era preciso lixar os tetos das casas e para isso foi convocado mais um membro da equipa com o nome Vandame-lee, o mestre da girafa (girafa é o nome dado a uma lixadeira de tetos com cabo extensível). Este o primeiro dia que veio trabalhar foi a um sábado e disse ao patrão dele que tinha estado até às 17:00 na obra. Eu estive na obra às 15:30 já lá não estava ninguém. Mas deste falaremos noutro momento. O Vem-Vai inicia o processo da pintura feito em prestações pela falta de tinta que havia na obra. Recordo que na obra forma gastos 230 litros de tinta. Lentamente o branco nas paredes começou a aparecer e com ele aparecem também todos os defeitos do um trabalho de barramento medíocre. Deixei que dessem o trabalho como pronto e por fim não aceitei aquela qualidade. O Vem-Vai é destacado para outras tarefas de obra que haviam sido iniciadas no exterior pelo Petuco que já tinha recuperado de assentar tijolinhos em Évora e voltou à equipa e a sua velocidade de trabalho ganha ainda mais destaque. Segundo instruções do Luís Marinho deveria ser colocada uma tela de isolamento nos alicerces em redor de toda a casa, visto ser uma casa térrea e assim evitávamos a humidade dentro de casa. Quando falaram em tela, imaginei algo resistente e duradouro, mas não. Era apenas uma manga plástica preta como a que é utilizada na agricultura. Sou alertado para erro que estava a ser feito e intervenho a fim de evitar tremendo erro que custaria caro no futuro. Dou instruções para comprar a tela correta para aquela utilização (tela pitonada) e sua respetiva instalação. Destaco apenas que paguei para montar a tela errada, paguei para retirar a tela errada, paguei para colocar a tela correta. Mesmo assim colocaram a tela correta na forma incorreta, pois a tela está montada ao contrário. Lá está a dita “estimativa” a trabalhar. Foi feito também um dreno subterrâneo.

Aqui em casa temos um furo de água que mandei limpar já a obra tinha sido iniciada e era bom para a limpeza do furo deixar correr água uma ou duas horas por dia. Eu sempre que me lembrava fazia. Lembrei de testar o dreno subterrâneo com a água do furo e verifico que a água atravessa facilmente um muro que havia acabado de ser construído. Alertei o que estava a acontecer em tom irónico e obtenho a resposta do Vem-Vai que eu estava ali para “embirrar”. A minha cabeça não teve tempo de pensar. A minha boca disse o que já pensava há algum tempo. Retirei-lhe do nome o “Vem” e ficou só com o “Vai” e disse para ir dali para fora. Primeiro até exaltado, mas depois até lhe ofereci um táxi para o levar a casa. E assim foi a primeira baixa com direito a cartão vermelho. Em tom de nota, foi pedido a substituição do Vai por outro elemento dias antes, mas ele não deu o devido valor ao meu pedido. E assim o Vai se Foi.

Cada palavra que encontra neste espaço é tecida a partir de experiências genuínas e momentos vividos na primeira pessoa. Aqui, a autenticidade é a minha bússola, guiando-me para narrativas reais e verdadeiras.
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